Ao
pensar na corrida de domingo consigo até imaginar o Pedro Ernesto gritando:
“No pooooooooooooooooooooooosteeeeee.
A bola bate caprichosamente no poste e quase o Grêmio marca seu gol. Inacreditááááááááááável,
a bola explooooooode no poste.”
De fato eu não esperava que
fosse passar tão perto do primeiro, e tão sonhado sub-50. Assim como eu não
esperava os 3 segundos que faltaram para o sub-25 nos 5 km da semana passada.
Apesar de ter batido meu recorde nos 10 km eu fiquei com um gostinho amargo –
mas não igual o do chimarrão. Baixei, mas não o suficiente.
Quando
eu me deparei com a altimetria pensei que qualquer tempo abaixo de 1 hora já
seria bom negócio. Antes, gostaria de falar da estrutura da prova, que estava
muito bem organizada. O Clube Juventus realmente caprichou, e muito, na
organização. Com exceção do atraso na largada, mas vá lá...
Havia
muitas provas nesse domingo, mas dei preferencia em correr no tradicional e
centenário bairro da Mooca. Formado, inicialmente por imigrantes italianos que
tanto contribuíram para o crescimento de São Paulo. Gosto muito desses bairros
que trazem em sua alma as características de seu povo, desde a arquitetura, em
sua maioria ainda preservada dos antigos bairros de operários, até o estilo
pitoresco paulista de ir tomar café na Padoca.
Como historiador que sou sei o quanto isso representa para nossa história.
Parabéns Mooca. Parabéns à colônia italiana. “Vamo Parmeraaaaaa”.
("Não que eu pregue qualquer tipo de ódio, longe disso, mas achei interessante uma campanha que uma parte da torcida do Moleque Travesso faz. Resistindo à banalização predatória que destruiu a essência do nosso futebol aguerrido e bravo. O verdadeiro futebol, e não esse coorporativista, capitalista e mercenário que temos hoje em dia. Fica a dica, pois odeio o futebol moderno, também. Esse foi um dos motivos que me fez afastar-me de ser um torcedor, pois não gosto nem um pouco do que assisti nos últimos tempos com o futebol no Brasil.")
Como
citei anteriormente a altimetria estava judiando, e muito. Para se ter uma base
os quilômetros 3, 4 e 5 eram descendo, em compensação os 6, 7 e 8 eram subindo.
Isso mesmo, três quilômetros de subida. A sorte foi que eles capricharam na
hidratação, mas o sol que já batia forte nos pregou uma desagradável surpresa
em alguns trechos, ainda bem que não foi em todo o percurso. Cheguei muito
cansado, cheguei a pensar seriamente em caminhar, mas resisti, vi que ainda
dava. Mas em alguns trechos diminui muito o pace, o que provavelmente me custou
o sub-50. De fato não é algo tão ruim, pois estou voltando gradativamente de
uma lesão bem séria, que me afastou quase três meses dos treinos. Ainda assim
fiz um tempo ótimo pra a atual conjuntura. Talvez tenha faltado um pouco mais
de resistência para manter o ritmo, ou faltou mesmo a boa e velha perna para
completar abaixo de 50 minutos.
Foi
capricho, puro capricho do destino me deixar 3 segundos do sub-25 semana
passada e agora 1 minuto e 1 segundo acima do sub-50. Bem, na verdade não
acredito nisso, foi falta de treino mesmo. Mas o “mel na boca” dos sub-50 me
deixou instigado para reverter o quadro e “me vingar”.
De
qualquer modo, valeu muito a pena, ainda mais porque encontrei o amigo-corredor
Eduardo Acácio por lá, esse cara é um de meus maiores exemplos, e foi lendo seu
blog http://porqueeucorro.blogspot.com.br/
que eu me senti empolgado para começar a
correr. Além, é claro, de visitar o charmoso bairro da Mooca, que tanto inspira
história e instiga a estudar história.
Mas
que bateu no na trave, ah... isso sim! Tenho, em breve, algumas oportunidades
de “dar esse troco”. Espero relatar em breve minha doce vingança.
O vídeo abaixo é para quem não conhece a narração do Pedro Ernesto. Diga-se de passagem, um dos melhores dias para o verdadeiro futebol gaúcho, e não ao "moderno".
